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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Aprendam que eu não duro sempre

Num quarto escuro e cada um na sua caminha 3 seres, excepto Amélie da Silva não que o da faça parte do nome, divertiam-se a ter o seguinte diálogo:

Ela (irmã do Quequezinho de Chocolate Light)Vamos dormir.
Ele (o namorado da Ela): Porquê?
Quequezinho de Chocolate Light: Porque temos sono.
Ele: Porquê?
Quequezinho de Chocolate Light: Porque o dia foi cansativo.
Ele: Porquê?
Quequezinho de Chocolate LightPorque fomos apanhar amoras.
Ele: Porquê?
Quequezinho de Chocolate Light: Porque a mãe mandou.
Ele: Porquê?
Quequezinho de Chocolate Light: Porque a mãe quer fazer doce de amora.
Ele: Porquê?
Quequezinho de Chocolate Lighto: Amélie responde-lhe com uma resposta filosoficamente correcta.
Eu: Porque sim!

5 de Setembro de 2009

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O amor... (2)


«Hoje sonhei que tinha cancro da mama... Ia ser operada e não parava de chorar.»
«Porquê?»
«Porque os médicos tinham dito que eu podia morrer e então só pensava no facto de eu não ter dado um último abraço aos meus pais, de não ter dito ao meu pai o quanto gosto dele e depois... pensei que também nunca te tinha dito, de forma a  teres perfeita noção, do quanto amava!»
«Mas tu dizes sempre o quanto me amas...»
«Ainda bem... *.*»

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Hoje ele deu-me um chocolate

e depois escondeu-o.

«Sabes... Não gosto nada quando fazes essas coisas! Se não queres que eu o coma não tinhas nada que mo ter dado!»
«Eu sei e é por isso que é tão divertido fazer isto! Gosto de te ver irritada. Ficas fofinha.»
«E também gostas que te responda torto?»
«Gosto!»
«E gostas quando te bato?»
«Gosto!»
«E gostavas que te desse um estalo? (como se um dos meus estalos o pudesse magoar xD)»
«Não!»
«Então dá-me o chocolate!»

Não deu. Pergunto-me qual será a piada de nos verem chateadas com estas pequenas coisas, mas depois penso que nunca na minha finita existência irei descobrir a resposta a tal questão. A sorte deles é sairem-se com este tipo de justificação: 

«Sabes... daqui há alguns meses não vou estar cá para te irritar! (Vai para a Suécia... Erasmus.) Vou ter muitas saudades destes momentos em que ficas ranhosa e que me ofereces porrada.»




sexta-feira, 18 de junho de 2010

Quando for grande quero ser professora, ouvi dizer que era um trabalho fácil!

Miúdo: Oh Mãe... Este trabalho (o de trabalhar nas obras do metro) deve ser difícil. Eles têm de estar a cavar a cavar e a voltar a cavar para depois voltarem a cavar para porem aquela coisa que deve ser muito pesada.

Mãe: Filho, sabes que nenhum trabalho é fácil...

Miúdo: Existe um que é fácil!

Mãe (com cara de 'o que é que ele vai dizer?!'): Qual, filho?

Miúdo: Ser professor.

Amélie (a pensar): Ãh?!?! 

E daí o miúdo começou a dizer que não queria ter um trabalho difícil e que por isso ia ser professor para logo de seguida dizer que não queria estudar porque para ser professor não era preciso estudar! O cenário ficou completo quando a mãe dele disse: «Filho dá um beijinho à mãe» e pronto... São daqueles que dão beijos na boca! 

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Amélie, a endiabrada



«Dói-me a barriga...»
«Queres que dê beijinhos na barriga p'ra ver se passa?»
«Siiiim»

(...)

«Então?»
«Oh a Mimi (a gata mais nova, a rebelde) está tão fofinha aqui no meu colo...»

(...)

Levanto-me. Cada peça de roupa começa a ser retirada do meu corpo e deixada em cima daquela cadeira que fica encostada a uma das paredes do meu quarto. Ele tenta tocar-me. Não deixo. Deito-me.

«Então?»
«Não deste beijinho, agora sofres...Não toca!»

Uma semana sem o ver dá nisto. Os mimos foram mais que muitos. As saudades que sentia... bem, algumas ficaram, ainda, por saciar. Agora é esperar e desesperar até ao próximo Domingo. Bolas, vê-lo sair e a mandar-me tantos beijinhos fez com que ficasse triste, sensível e com vontade de chorar... Exagerada? Sem dúvida, mas que culpa tenho eu que o período agrave toda esta situação? Fuck, o período faz-me ficar parva!

na foto: Olivia Wilde 

terça-feira, 1 de junho de 2010

O melhor do mundo são os amigos (4)

Ou não!

Amélie diz:
Estou gorda. As minhas coxas estão gordas, o meu rabo está gordo, a minha celulite começa-se a notar... Estou gorda.

Pequeno Gafanhoto diz:
Tens que ter cuidado com a tua alimentação... Comer mais cereais e blá blá blá.

Amélie diz:
Não fales comigo como se eu fosse mesmo gorda! Eu não sou gorda!

Pequeno Gafanhoto diz:
Falo como tu me fazes pensar (ou qualquer coisa assim parecida, já não me lembro).

Amélie diz:
Mas eu não sou gorda! Sou uma pêra - uma mulher em forma de pêra!

As pêras são boas. Os homens gostam de pêras. Os homens gostam de curvas, desde que não seja nada de muito exagerado. Eu sou uma gaja elegante e não sou nenhum trambolho. Eu não sou gorda! Podia era gostar de praticar exercício físico e não gostar tanto de chocolate... Mas eu não sou gorda.

Amélie diz: (mostrei uma foto de uma famosa qualquer em forma de pêra)
Isto é uma pêra!

Pequeno Gafanhoto:
As pêras são boas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O melhor do mundo são os amigos (3)

Num telefonema qualquer:

Pequeno Gafanhoto: Amélie como é que se faz chá?
Amélie: (a rir-se que nem uma perdida...)
Pequeno Gafanhoto: E torradas?
Amélie: Ok, agora já 'tás a gozar, certo?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Noites que nunca mais acabam (2)

Depois de uma grande noite na Queima das Fitas lá estávamos os dois sentados nas escadas da estação de Metro, cheios de sono, às 5h30 da manhã:

Amélie: 'Tás a ver? Afinal até gostaste de ir para a tenda curtir Drum'n'Bass. Reparaste que aquilo estava cheio de gajos e de gajas, mas que os gajos não se colavam ao rabinho das meninas? Estava tudo a curtir o som no seu espaço.
Quequezinho de Chocolate Light: Tens razão, mas olha que são um bocadinho burros porque se eu não fosse...
Amélie: Isso era se tu já não me tivesses a mim!
Quequezinho de Chocolate Light: Pois era... Olha o que é que a outra queria?
Amélie: Não sei, não ouvia nada, mas parecia que estava prestes a dar-me um beijo...
Quequezinho de Chocolate Light: Se calhar queria fazer um trio.... Não sentes curiosidade em estar com uma gaja?
Amélie: Não é nada que me preocupe. Se acontecer aconteceu... Mas... Humm... Sinto alguma, sim.
Quequezinho de Chocolate Light: E por outros gajos?
Amélie: Não!
Ququezinho de Chocolate Light: Não?
Amélie: Não! Tu sentes curiosidade em estar com outras?
Quequezinho de Chocolate Light: Sinto. Tu não sentes porque já tiveste outros namorados, mas eu... Só te tive a ti.

Silêncio.

Quequezinho de Chocolate Light: Mas uma coisa é sentir curiosidade outra, bem diferente, é satisfazê-la e isso eu não vou fazer.

E fez-se silêncio.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

E eis que o passado bate à porta

Deitei-me na cama de barriga para cima e durante muito tempo olhei para a brancura do meu tecto. Ou se calhar, só olhei o tempo suficiente para que ele, o pequeno gafanhoto, me ligasse:

«Como estás?»
«Bem... Mais ou menos...»
«Amélie... Como estás?»
«Percebes agora porque digo sempre que o pior não foi ele, mas ela?»

Mas já passaram cinco anos, por isso, talvez agora que contei tudo de uma só vez sem tentar proteger-me de certas recordações... Talvez agora consiga, por fim matá-lo e enterrá-lo.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O melhor do mundo são os amigos (2)

Local? MSN.
A que horas? Há 3 minutos, mais coisa menos coisa. Portantos (Portantos não existe! A sério?) são noticias fresquinhas.

Pequeno Gafanhoto diz:
Mesmo faine ne?

Amélie diz:
-.-
Tinhas mesmo que dizer faine?

Pequeno Gafanhoto diz:
Naice.
It irritaite iu.

Ps: É desta que ele fica convencido de vez.

terça-feira, 30 de março de 2010

O melhor do mundo são os amigos (1)

Passados poucos minutos de me ter poupado à piada do 'Amélie, quando é que é suposto deitar a massa na água?' já o telemóvel estava a tocar:

Pequeno Gafanhoto*: Amélie, tenho uma pergunta...
Amélie: Diga.
Pequeno Gafanhoto: O que é que acontece se puser a massa a cozer antes da água começar a ferver?

(Risos, risos e mais risos.)

(...)

Pequeno Gafanhoto: Já agora... Achas que duas latas de atum é muito?

*um amigo daqueles que tem uma graaaaaaaaande paciência para me aturar (agora quando ler isto vai ficar um pouco ou nada babado mesmo que não seja nada de que já não seja do seu conhecimento)

terça-feira, 2 de março de 2010

Há dias assim (2)

Em que olho à minha volta e penso: «Adoro isto!». Hoje foi um desses dias. Em plena baixa portuense às nove e meia da manhã o sol iluminava as ruas, o vento sacudia os cabelos das meninas, das mulheres de cabelos compridos, longos... O frio gelava-me as mãos e apesar de estar ligeiramente atrasada sentia-me estranhamente feliz. Em dias como este dou comigo a pensar: adoro a confusão à saída do metro e a correria das pessoas novas e velhas até aos autocarros em hora de ponta, adoro os prédios altos da cidade, do tom cinza das casas e dos prédios, do amarelo das casas à beira rio, dos prédios velhos com os telhados estragados, dos prédios a serem remodelados, das gaivotas, das pombas, do velhinho que vai todos os dias e à mesma hora com um saco de milho dar de comer às pombas, das ruas estreitas, das avenidas largas, do cheiro da cidade e do cheiro das castanhas a serem assadas, dos automobilistas simpáticos e dos menos simpáticos, do sotaque do 'Poerto Caraigo' e foi neste preciso momento que dei por mim a relembrar um diálogo de ontem à noite entre mim e ele (o mais-que-tudo):

«Um dia, quando formos ricos vamos até Nova Iorque passar férias está bem?»
«E se fôssemos viver para lá?»


Silenciosamente respondi: «Enquanto puder evitar tal resposta é isso que vou fazer... Por enquanto sei que é aqui que quero ficar.»

imagens retiradas algures por aí