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sábado, 21 de agosto de 2010

O amor... (3)


Foi naquele pequeno momento tão simples, tão silencioso, tão intimo... tão imensamente perfeito em que os seus olhos pousaram no corpo dele, em que os seus olhos percorreram cada canto e recanto do corpo dele, em que os seus olhos apreciaram e deslumbraram a beleza que era o rosto dele, o olhar dele, o sorriso dele e tudo o resto que era dele que ele lhe perguntou: «O que foi, meu amor?» com aquele seu sorriso estampado no rosto que faz com que ela tenha a certeza que o amor que ele diz sentir por ela é único e verdadeiro que pensou «Diz-me: como vou conseguir estar seis meses sem ti?».


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O amor... (2)


«Hoje sonhei que tinha cancro da mama... Ia ser operada e não parava de chorar.»
«Porquê?»
«Porque os médicos tinham dito que eu podia morrer e então só pensava no facto de eu não ter dado um último abraço aos meus pais, de não ter dito ao meu pai o quanto gosto dele e depois... pensei que também nunca te tinha dito, de forma a  teres perfeita noção, do quanto amava!»
«Mas tu dizes sempre o quanto me amas...»
«Ainda bem... *.*»

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Apontamentos

Aos 15 anos prometemos nunca nos separar, prometemos que continuaríamos as melhores amigas e igualmente inseparáveis. Tínhamos um sonho: aos 18 anos teríamos emprego e viveríamos juntas... continuaríamos a estudar, a sair, a fazer grandes jantaradas com o nosso pequeno grupo de amigos, iramos a muitos festivais de verão e conheceríamos muitas pessoas da nossa idade e faríamos novos amigos por todo o país. Promessas, promessas e mais promessas. 
Actualmente sei no mais intimo de mim que já não somos as melhores amigas... deixámos de ser inseparáveis para passar a ser totalmente separáveis. Já não vivo para ela nem ela para mim. Ela foi viver com uma outra amiga, foi a muitos festivais de verão com todo aquele pessoal que foi conhecendo na minha ausência. Sai, diverte-se, fuma, bebe, curte a vida e vai curtindo-a com quem lhe aparece e é feliz - acho!
Hoje já não gosto de estar com ela. Com ela sou uma pessoa da qual não gosto: sou aquela miúda incapaz de dizer o que verdadeiramente pensa, que se ri com aquele seu sorriso amarelo e forçado, que tem vontade de virar costas e partir... Já não consigo falar com ela. Já não consigo abrir-me com ela. As palavras deixam simplesmente de fluir com naturalidade e todas as respostas são pensadas e nenhuma sai de forma espontânea.

«Sabes com quantas pessoas consigo ser verdadeiramente eu?»

Poucas. Tão poucas. As suficientes para que eu possa afirmar que os dedos de uma só mão chegam e sobram. 

Não me é fácil gostar das pessoas e vivo com a certeza que são poucas as pessoas que sentem uma empatia para comigo ao primeira impacto. Não sou fácil. Gosto de me fechar e de me esconder atrás do meu escudo, mas quando gosto... GOSTO e aí o meu escudo cai por completo e resto só eu e o meu corpo desprotegido - um corpo que deixou de ter medo de se desiludir e de ficar com algumas cicatrizes! 
A verdade é que poucas foram as pessoas que tiveram e têm o prazer (ou não) de me conhecer por inteiro. Poucas são as pessoas que têm o prazer (ou não) de me roubar uma forte gargalhada capaz de me fazer  perder o fôlego e de me levar ás lágrimas de tanto rir.

«Percebes agora porque gosto tanto dele?»
«Percebo!»

Mas o melhor de tudo...



...foi o facto de poder estar com aquele todo aquele tempo... Adormecer a seu lado e acordar e vê-lo a olhar para mim. É fácil habituarmo-nos à presença constante um do outro...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pergunto-te: queres repetir?



Na foto: Eugenia Krukova

segunda-feira, 19 de julho de 2010

E sim, isto é coisa para me deixar com a cabeça nas nuvens!

Pronto isto também ajuda a esquecer

o facto de não perceber o porquê de eles gostarem de nos verem ranhosas.


«Hoje apetecia-me dormir contigo...» 

Hoje ele deu-me um chocolate

e depois escondeu-o.

«Sabes... Não gosto nada quando fazes essas coisas! Se não queres que eu o coma não tinhas nada que mo ter dado!»
«Eu sei e é por isso que é tão divertido fazer isto! Gosto de te ver irritada. Ficas fofinha.»
«E também gostas que te responda torto?»
«Gosto!»
«E gostas quando te bato?»
«Gosto!»
«E gostavas que te desse um estalo? (como se um dos meus estalos o pudesse magoar xD)»
«Não!»
«Então dá-me o chocolate!»

Não deu. Pergunto-me qual será a piada de nos verem chateadas com estas pequenas coisas, mas depois penso que nunca na minha finita existência irei descobrir a resposta a tal questão. A sorte deles é sairem-se com este tipo de justificação: 

«Sabes... daqui há alguns meses não vou estar cá para te irritar! (Vai para a Suécia... Erasmus.) Vou ter muitas saudades destes momentos em que ficas ranhosa e que me ofereces porrada.»




sábado, 17 de julho de 2010

Vamos lá festejar, sim?

imag: Alessandra Ambrósio

Depois de muitas discussões, depois de muitas dores de cabeça, depois de muitas mudanças de humor lá conseguimos decidir que rumo dar às nossas férias. Agora vem a parte chata: não sabemos se teremos dinheiro suficiente para fazer tudo o que desejamos fazer, mas isso logo se resolve. Um dia de cada vez. 

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Amélie, a endiabrada



«Dói-me a barriga...»
«Queres que dê beijinhos na barriga p'ra ver se passa?»
«Siiiim»

(...)

«Então?»
«Oh a Mimi (a gata mais nova, a rebelde) está tão fofinha aqui no meu colo...»

(...)

Levanto-me. Cada peça de roupa começa a ser retirada do meu corpo e deixada em cima daquela cadeira que fica encostada a uma das paredes do meu quarto. Ele tenta tocar-me. Não deixo. Deito-me.

«Então?»
«Não deste beijinho, agora sofres...Não toca!»

Uma semana sem o ver dá nisto. Os mimos foram mais que muitos. As saudades que sentia... bem, algumas ficaram, ainda, por saciar. Agora é esperar e desesperar até ao próximo Domingo. Bolas, vê-lo sair e a mandar-me tantos beijinhos fez com que ficasse triste, sensível e com vontade de chorar... Exagerada? Sem dúvida, mas que culpa tenho eu que o período agrave toda esta situação? Fuck, o período faz-me ficar parva!

na foto: Olivia Wilde 

terça-feira, 8 de junho de 2010

E por falar em boa música (5)



«Entra e fecha a porta» - diz-me assim que acabo de entrar.
O quarto encontrava-se completamente escuro. A música começara a soltar os primeiros acordes. A guitarra, a bateria, a voz... Só podia ser Megadeth.
«O que tu não fazes para me convenceres a gostar do loiro...»
Agarra-me, aperta-me, atira-me para a cama e passados 10 segundos já toda a minha roupa repousava no chão.
Apodero-me do seu corpo e ele apodera-se do meu. As bocas beijam-se, as mãos cruzam-se, tocam-se, procuram os locais certos, insistem, persistem e nunca desistem...

(...)

Deitados na cama, completamente nus, suados, exaustos e despenteados, digo-lhe: «Ok, convenceste-me, afinal Megadeth até é muito bom, assim como... as nossas tarde de sexo»

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Há dias assim (4)

A verdade é que o dia de ontem não terminou nada, mas nada bem MESMO! E às custas de uma discussão estupidamente parva (para ele) e de máxima importância (para mim) acabei por dormir pouco mais de cinco horas. Resultado? Uma grande dor de cabeça e com umas olheiras que valha-me a nossa...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Noites que nunca mais acabam (2)

Depois de uma grande noite na Queima das Fitas lá estávamos os dois sentados nas escadas da estação de Metro, cheios de sono, às 5h30 da manhã:

Amélie: 'Tás a ver? Afinal até gostaste de ir para a tenda curtir Drum'n'Bass. Reparaste que aquilo estava cheio de gajos e de gajas, mas que os gajos não se colavam ao rabinho das meninas? Estava tudo a curtir o som no seu espaço.
Quequezinho de Chocolate Light: Tens razão, mas olha que são um bocadinho burros porque se eu não fosse...
Amélie: Isso era se tu já não me tivesses a mim!
Quequezinho de Chocolate Light: Pois era... Olha o que é que a outra queria?
Amélie: Não sei, não ouvia nada, mas parecia que estava prestes a dar-me um beijo...
Quequezinho de Chocolate Light: Se calhar queria fazer um trio.... Não sentes curiosidade em estar com uma gaja?
Amélie: Não é nada que me preocupe. Se acontecer aconteceu... Mas... Humm... Sinto alguma, sim.
Quequezinho de Chocolate Light: E por outros gajos?
Amélie: Não!
Ququezinho de Chocolate Light: Não?
Amélie: Não! Tu sentes curiosidade em estar com outras?
Quequezinho de Chocolate Light: Sinto. Tu não sentes porque já tiveste outros namorados, mas eu... Só te tive a ti.

Silêncio.

Quequezinho de Chocolate Light: Mas uma coisa é sentir curiosidade outra, bem diferente, é satisfazê-la e isso eu não vou fazer.

E fez-se silêncio.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Aviso: não me venham dizer que Filosofia é caca! (2)

Desde que o conheci (Atenção: estou a falar do meu mais-que-tudo, namorado blá blá blá o que lhe queiram chamar) nunca o tinha ouvido ou visto minimamente interessado em assuntos, problemas, questões filosóficas. Para ele como para muitos dos que se encontram inteiramente e intimamente ligados à Ciência a Filosofia é algo que não lhes interessa e que lhes provoca uma intensa comichão, confusão, entre outras coisas acabadas em ão, uma caca portanto. Mas houve um dia em que ganhei coragem e deixei de ter medo de cair no ridículo, nesse dia enquanto dois amigos dele ligados à Bioengenharia falavam sobre o conceito tempo ganhei coragem e perguntei-lhes como sabiam que o tempo existia, como podiam provar a sua existência, o porquê de ele ter surgido nas nossas vidas, questionando, argumentando, dissertando até chegar ao ponto de deixa-los sem resposta. Confesso: fiquei orgulhosa de mim mesma, porém tive medo que o facto de não me darem uma resposta se devesse ao facto de pensarem que não valia a pena darem-se a tal trabalho, visto que, para eles não passava de uma triste ignorante com a mania que sabia dizer alguma coisa. Por isso vi-me como que obrigada a perguntar-lhe: «Estou a fazer papel de burrinha? Diz a verdade, eu sou forte!» ao que ele me responde ao ouvido «Estou impressionado contigo e não, não estás a fazer papel de burrinha.». Sorri. Senti-me a pessoa mais confiante deste mundo e do outro (se é que ele existe) pelo menos naquela noite. Eu era a maior e continuaria a ser. Pela primeira vez vi aquele olhar. Encontrava-se orgulhoso de mim. Vi pela primeira vez que afinal eu até era boa nisto, apesar de não tirar notas superiores a 16 valores como o meu pai queria e apesar de não ter uma média superior a 14 - desculpa pai, mas nem todos podem ser como os filhos dos teus colegas e já agora Filosofia não é para quem quer é para quem pode.
Hoje, passada uma semana, voltei a sentir-me a maior. Voltei a ver aquele olhar fixo em mim, aquele sorriso de orelha a orelha que eu tanto adoro, aquele brilho nos olhos que me fazem pensar 'E é por causa disto que te amo!'. Já não sei como surgiu, mas quando dei por ela já eu estava a falar sobre a cadeira de Filosofia das Ciências e do Francis Bacon que defendia a ideia de que o conhecimento cientifico deveria permanecer num secretismo absoluto, ou seja, deveria permanecer nas instituições e entre os cientistas, isto porque, a sociedade não estava preparada para conhecer a verdade e a verdade nas mãos de ignorantes pode ser algo extremamente perigoso (isto antes dos anos 50).
(...)
«Vês potencial em mim?»
«Sim! Sempre vi, mas só agora é que tu estás a ver isso...»
«Eu vejo muito potencial em ti!»
«É disso que tenho medo... Que esse potencial me faça afastar de ti.»

E foi assim que descobri que partilhamos o mesmo medo.

Ps: Pois... Sim eu reparei. O post é grande comó caralho, mas foi o que se arranjou.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ás vezes a única coisa que nos sai da boca é merda

Este mês para além da minha TPM me trazer a habitual sensibilidade (ontem quase que chorava a ouvir um instrumental qualquer num seminário de Filosofia da música, vejam só como isto anda...) e algo raro de aparecer: o mau-humor (eu cá começo a achar que foi um castigo qualquer por causa de me ter queixado a semana passada, mas aquilo comparado com isto não é NADA!). E quando estou de mau-humor o que é que acontece? Só faço merda. Só digo merda. Tudo o que me rodeia é merda. E até chego a pensar que também eu sou uma grande merda por fazer somente merda. Já chega de dizer merda, não? NÃO! O blog é meu e digo e escrevo merda as vezes que quiser e quem se sentir incomodado a porta de saída é logo ali ao virar da esquina. Estou mesmo de mau-humor. Mas vamo-nos lá deixar destas mariquices e focarmo-nos no que realmente interessa. Chega ele (o namorado para os mais distraídos) à minha beira, beijinho aqui e ali, olá e blá blá blá e de repente sai-me da boca algo do tipo:

«A tua mãe passa a vida a dizer que namoramos pouco, mas quando é para marcar viagens na altura das férias da Páscoa já não se importa com isso!»

Olha pois não Amélie e agora? Queres obrigar a senhora a ficar em casa só porque tu queres aproveitar as férias para pôr o namoro em dia? É? É? É? Olha pois queria! Mas olha que mais valia teres ficado caladinha porque a tua sorte é que se o teu namorado não é um santo está muito perto disso porque valha-me a nossa senhora e os santinhos daqui e dali que para te aturar é preciso ter uma paciência, mas que paciência... Depois vem dizer que ele está chateado... Olha pois está... Se continuares a falar mal de senhora sua mãe, não admira... E pronto, a minha sorte é ele gostar muito de mim, ter uma paciência de santo, conhecer-me como a palma da sua mão (ou quase) e saber perfeitamente que quando digo estas coisas não é para me levar a sério porque quando fico mal-humorada ou como ele diz quando ligo o ranhosimetro não penso muito no que digo e depois... Arrependo-me. Olha Amélie, caganitas para ti, sim?

(Sim, tenho a mania de falar de mim para mim só porque sim... e não sou maluquinha, não... Estejam descansados!)

terça-feira, 2 de março de 2010

Há dias assim (2)

Em que olho à minha volta e penso: «Adoro isto!». Hoje foi um desses dias. Em plena baixa portuense às nove e meia da manhã o sol iluminava as ruas, o vento sacudia os cabelos das meninas, das mulheres de cabelos compridos, longos... O frio gelava-me as mãos e apesar de estar ligeiramente atrasada sentia-me estranhamente feliz. Em dias como este dou comigo a pensar: adoro a confusão à saída do metro e a correria das pessoas novas e velhas até aos autocarros em hora de ponta, adoro os prédios altos da cidade, do tom cinza das casas e dos prédios, do amarelo das casas à beira rio, dos prédios velhos com os telhados estragados, dos prédios a serem remodelados, das gaivotas, das pombas, do velhinho que vai todos os dias e à mesma hora com um saco de milho dar de comer às pombas, das ruas estreitas, das avenidas largas, do cheiro da cidade e do cheiro das castanhas a serem assadas, dos automobilistas simpáticos e dos menos simpáticos, do sotaque do 'Poerto Caraigo' e foi neste preciso momento que dei por mim a relembrar um diálogo de ontem à noite entre mim e ele (o mais-que-tudo):

«Um dia, quando formos ricos vamos até Nova Iorque passar férias está bem?»
«E se fôssemos viver para lá?»


Silenciosamente respondi: «Enquanto puder evitar tal resposta é isso que vou fazer... Por enquanto sei que é aqui que quero ficar.»

imagens retiradas algures por aí

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

E hoje acordei como que assim (1)

A pensar na noite de ontem em que a cada cinco minutos alguém falava da Holanda e dos seus famosos chás, assim como na rua vermelha ou o raio... A noite em que sorri sem ter vontade nenhuma de sorrir, mas calma, ainda falta um ano!


Um dia ele disse-me que ia concorrer a uma Bolsa de Integração na Investigação e conseguiu o que quis. Em Novembro de 2009 informou-me que senhora sua mãe tinha ficado chateada assim que ele disse que estava a pensar não concorrer para Erasmus e nesse dia algo caiu em cima da minha cabeça e senti-me como que obrigada a dizer-lhe:

«Vai! Eu não desisto assim tão facilmente de nós!»

E hoje sei que ele vai porque sim, porque tem que ser, porque... Sei lá, não sou eu a futura cientista, não sou eu quem vai estudar biologia molecular e celular (e não faço a mínima se este é o nome correcto) não sou quem se interessa por genética e blá blá blá, mas se ele me diz que é difícil ganhar-se visibilidade, que é difícil ser-se reconhecido no mundo cientifico, então eu acredito e apoio-o em tudo mesmo que esse tudo me faça ter um milhão de duvidas e receios porque (por enquanto) eu sei que esse (pequeno/grande) esforço vai valendo a pena.

Imagem daqui