A noite que passou foi uma animação. Primeiro foi a minha gata mais nova, a Mimi, que teimava em dar pulos na cama, na mesinha de cabeceira, na secretária e pelo caminho lá ia deitando algumas coisas ao chão - duas molduras, o comando da televisão, o livro que ando a ler - isto até eu ficar sem paciência, às 4h da manhã, e acabei mesmo por expulsá-la do meu quarto. Não pareceu ter ficado minimamente triste visto que foi logo a correr até chegar ao seu pratinho de comida seca. Pensava eu que a partir daquele momento teria uma noite tranquila de sono, mas está claro que estava redondamente enganada. Seria bom demais! O que aconteceu? Então a minha "querida" avó lembrou-se que tinha de tomar o pequeno-almoço às 5h da manhã - uma hora depois da expulsão da rebelde - mas ao sentar-se foi parar ao chão... É que já não tinha bastado cair à hora do almoço e ainda tinha que cair uma segunda vez. Acordei assustada com o berro que a minha mãe deu ao ver tal situação e com o barulho que a minha avó fez ao cair. E pronto... Lá saí da cama (pela segunda vez!!!!) para ir ajudar a minha mãe a levantá-la. A sério: eu acho que a mulher gosta MESMO de cair de testa (esta queda foi mera excepção, uma vez que, foi mesmo de rabo) e de se agarrar às couves, não concordas Pequeno Gafanhoto (private joke)?
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Amélie, aquela que tem sonhos estranhos
Ando a ler O Símbolo Perdido do Dan Brown e verdade seja dita: isto já me anda a fazer mal à cabeça. Porquê?
Então não é que não paro de sonhar com o homem das tatuagens (para quem não sabe e para não se sentir deslocado é o mauzão do livro e faz coisas que valha-me a nossa...bem não interessa, comprem o livro, leiam-no e depois digam de vossa justiça)? Já é a segunda vez que sonho com o sujeitinho (realmente tenho cá uma imaginação... Pena que só funcione (numa grande parte das vezes) à noite, mais precisamente quando estou a dormir), porém desta vez a coisa foi bem mais longe. Encontrava-me em frente ao armário da minha cozinha à procura das batatas fritas e de um saco plástico de carne descongelado quando recebo uma chamada. Atendo e era o homem das tatuagens a pedir-me (pedir deve ser a palavra simpática para a coisa, ai deve deve...) para levar sal grosso assim que ele me viesse buscar a casa. Eu como sou muito inteligente vi logo que a saca de batatas fritas num futuro próximo que é como quem diz passadas umas horinhas iria transformar-se na saca de carne e a saca de carne iria transformar-se na saca de batatas fritas (yah... isto tem cá uma lógica). Tocam à campainha e começo eu aos gritos não-sei-bem-para-quem: «Vamos fugir! Não quero morrer! Ele vai matar-nos a todos. Vamos fugir!»
Ninguém fez caso e lá tive de ir de arrastão até ao carro. Entrei. Andei uns 500m (bastante, portanto) até chegar ao prédio onde, por acaso, fica o consultório da minha dentista. Manda-me sair. Olho para o prédio. Era velho como tudo e as escadas eram feitas de madeira e faziam barulho ao caminhar. Cheguei ao primeiro piso. Encontro a minha prima mais velha com uma máscara feita com não-sei-o-quê de cavalo e diz-me: «Amélie esta tua viagem termina aqui!» ao que eu penso «Oh qui caralho...». Entro e lá está o homem das tatuagens e de repente... Estava eu ali, sozinha, desprotegida com aquele ser nojento e repugnante. Pensei «Aiiii... Ele está com a capa do velho que fez o Saw.»
«Amélie fizeste uma coisa muito, muito, muito grave da qual eu tenho a certeza absoluta de que não estás nada arrependida, mas que pela qual mereces ser castigada.» - Informa-me ao mesmo tempo que me enfia na cabeça uma coisa de metal (aquele coisa de metal que ele pôs à toxicodependente que teve de ir tirar uma chave que estava dentro do estômago (ou o raio) do homem que estava para lá estendido... que por acaso a imagem até deve ser esta)
«O que foi que eu fiz?» - pergunto-lhe.
«Amélie, então não é que andaste a dizer que as pessoas deviam todas ter dentes brancos?»
«Pois... Realmente não estou nada arrependida, não.» - pensei.
E pronto... Foi isto. Mais coisas? Huuummm... Para além de andar com enjoos, não se passa mais nada, não.
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sexta-feira, 19 de março de 2010
Noites que nunca mais acabam (1)
Esta foi uma delas. Pela primeira vez queria ver o 5 para a meia noite, mas não vi porque afinal não começa às 5 para a meia noite (das duas uma: ou mudam de nome ou mudam de horário porque isto assim é enganar o tele-espectador e não acho isso nada bonito!) e pronto... acabei mesmo por adormecer: com a TV ligada, a luz acesa e com o telemóvel na mão que entretanto foi parar ao chão.
Acordei às 2 horas da manhã com um calor infernal e tive de arrastar dois cobertores para os pés da cama para conseguir adormecer. Às 3h30m da manhã tinha a Mituxa a arranhar-me a porta do quarto e a Mimi empoleirada na estante pronta a fazer asneiras, o que aconteceu? Acordei e expulsei-as do meu quarto.*
Voltei a adormecer e voltei a acordar não-sei-quantas vezes e quando dei por mim já tinha metade do lençol de baixo fora do colchão. Por isso, não é de admirar que às sete da manhã estivesse mais que farta de dormir! Logo hoje que tinha todo o tempo do muuuuundo para dormir! Não é justo! Não é! O mundo está contra mim! O mau-humor continua, por isso, posso exagerar quantas vezes eu quiser!
* A Mituxa e a Mimi que é como quem diz as minhas gatas.
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